Detalhar som

Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Procellariidae
 Leach, 1820
Espécie: P. aequinoctialis

Nome Científico

Procellaria aequinoctialis
Linnaeus, 1758

Nome em Inglês

White-chinned Petrel


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Vulnerável

Fotos Sons

Pardela-preta

A pardela-preta é uma ave procellariiforme da família Procellariidae.

Também chamada de pardelão-de-queixo-branco, corvo-de-bico-branco e procelária-de-bico-branco.

A espécie é considerada globalmente Vulnerável (VU, critérios A1b,c,d,e; A2b,c,d,e) e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (latim) procella = tempestade, vendaval; e do (latim) aequinoctialis, aequinoctium = referente a equinócio, equinocial. ⇒ (Ave) da tempestade equinocial ou (ave) de vendaval do equinócio.

Características

Mede 51 a 58 cm, envergadura entre 134 e 147 cm, peso entre 1020 e 1420 g. A fêmea é um pouco menor que o macho. De porte avantajado e asas estreitas. Inteiramente de cor marrom-cinzento-escuro com uma mancha branca no mento de extensão variável e às vezes ausente; bico relativamente curto mas forte, esbranquiçado, com desenho preto; pernas e pés pretos.

Alimentação

Indivíduos podem mergulhar a profundidades de 13 m, permanecendo submersos por 45 s. Nas Ilhas Geórgia do Sul, durante o período reprodutivo, a espécie se alimenta principalmente de krill, peixes-lanterna Myctophidae e lulas oceânicas (principalmente Martialia hyadesi), indicando hábito de alimentação noturna. Isto também foi observado por observadores a bordo de embarcações espinheleiras. Na região da Corrente de Benguela, na costa oeste da África, aves não reprodutivas alimentam-se principalmente de peixes capturados pelas aves (50% da massa consumida), crustáceos (13%) e lulas (11%), além de outros itens constituídos por peixes descartadas por arrasteiros. Segue embarcações na plataforma continental, especialmente as traineiras de pesca.

Reprodução

Nidifica em várias ilhas subantárticas (Ilhas Malvinas e Geórgia do Sul, Ilhas Campbell e Antípodes no Oceano Índico, etc.). Nas colônias reprodutivas apresenta comportamento noturno e nidifica em longos buracos escavados sob moitas de gramíneas e ciperáceas. As aves vocalizam para atrair seus parceiros. As aves chegam nas Ilhas Geórgia do Sul em setembro, e os primeiros ovos são encontrados após meados de novembro. A incubação dura cerca de 60 dias. Os ovos eclodem em janeiro e os filhotes atingem seu maior peso aos 82 dias, quando pesam mais que os adultos. Os jovens são então abandonados e deixam os ninhos com cerca de 100 dias de idade. O sucesso reprodutivo varia de 12 a 54%.

Hábitos

Um dos mais comuns e mais distribuídos petréis dos oceanos do sul. Pelágico, vive nos oceanos meridionais. A Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos estima que apenas na região ao sul da Convergência Antártica, até 138.000 pardelas-pretas foram mortas por barcos espinheleiros ilegais nos últimos três anos. Por comumente seguir embarcações, é a ave mais capturada pelos espinheleiros pelágicos brasileiros. Nas Ilhas Geórgia do Sul, onde a população era estimada em 2 milhões de casais na década de 1980, houve um declínio de 28% nos ninhos ocupados entre 1981 e 1998. A população das Ilhas Malvinas é estimada em 1.000-5.000 casais.

Distribuição Geográfica

Encontrada nos oceanos austrais. Nas costas brasileiras, encontrada desde o Rio Grande do Sul até o estuário do Rio Amazonas e a Ilha de Marajó durante o inverno. Podem aparecer mortos nas praias em qualquer época do ano, atirados por correntes marinhas ou durante tempestades.

Referências

Galeria de Fotos